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Cabos 12V sem sustos: secção correta e queda de tensão explicadas com casos reais

Cables 12V sin sustos: sección correcta y caída de tensión explicada con casos reales

Em 230 V, você pode “pecar” com um cabo um pouco curto e, normalmente, nem percebe. Em 12 V, por outro lado, uma queda de 1 V já é um grande problema: aparelhos que funcionam mal, luzes que diminuem, inversores que apitam… e cabos/terminais que esquentam.

Antes de começar, uma coisa importante (para que nos entendamos): o ideal é fazer cálculos exatos com suas fórmulas, como já explicamos em outros tutoriais (aqui você colocará os links para esses posts). Mas no post de hoje vou simplificar propositalmente, para que você possa aplicar rapidamente em uma instalação real e, acima de tudo, de forma fácil, mas segura. Não é “a olho”: são regras práticas conservadoras que evitam a maioria dos sustos típicos em 12V.

Por que em 12 V a queda de tensão te incomoda tanto?

A eletricidade “perde-se” um pouco pelo caminho. Não é magia: o cabo tem resistência, assim como os contactos (terminais, fusíveis, parafusos, conectores). Quanto mais longo e fino for o cabo, maior será a resistência… e, portanto, maior será a queda de tensão.

Em 12 V, além disso, trabalhamos muito perto do limite de muitos equipamentos. Não é a mesma coisa passar de 230 V para 228 V (nem se percebe) que passar de 12,6 V para 11,6 V: aí já se está a baixar bastante o rendimento. É por isso que nas instalações de veículos é tão frequente ver:

  • compressores que ligam e desligam,
  • bombas que mudam de tom,
  • LEDs que perdem força,
  • e equipamentos que entram em proteção sem que “pareça” que algo esteja acontecendo.

E atenção: muitas vezes não é só o cabo. Um porta-fusíveis solto, um terminal mal prensado ou uma massa “regular” podem prejudicar a tensão da mesma forma.

O truque que quase todo mundo esquece: a distância real é ida e volta

Este é o erro nº1 e é normal, porque ninguém te fala sobre isso até que aconteça.

Se o seu aparelho estiver a 4 metros da bateria, o circuito não tem 4 m:
👉 tem 8 metros (porque a corrente vai e volta).

  • Ida (positivo) + volta (negativo/retorno) = distância elétrica real.

Não importa se você retorna por um cabo negativo direto ou pela massa ao chassi: a eletricidade retorna da mesma forma, e há um percurso. Em 12 V, esses metros extras são muito perceptíveis. É literalmente o típico “funciona bem… até você exigir mais”.

Regra rápida para escolher a seção sem complicar a vida

Vamos ao que interessa: em 12 V, é melhor ser um pouco generoso com a seção. Por quê? Porque um cabo um pouco mais grosso:

  • reduz quedas de tensão,
  • faz com que os picos de arranque não derrubem a tensão,
  • e resiste melhor à vibração, ao calor e ao passar do tempo.

Guia orientativo típico (para instalações reais bem feitas):

  • USB / luzes / pequenos consumos (1–5A): 1,5–2,5 mm² se não houver muita distância. Se houver um longo percurso, aumente sem medo.
  • Geladeira com compressor (4–8A com picos): 6 mm² costuma ser o “mínimo aceitável” quando há metros.
  • Bombas (5–15A): 4–10 mm² dependendo da potência e distância.
  • Barra LED / focos potentes (8–15A): 4–10 mm², especialmente se a instalação for na parte frontal.
  • Inversor (600–1000 W a 12 V): aqui não se brinca → 25–50 mm² (dependendo da distância e potência).

Regra de ouro: se você estiver em dúvida entre duas seções… escolha a maior. Em 12 V, isso faz mais diferença do que parece.

Se você não quer complicações: na Coelectrix, preparamos cabos sob medida (com a seção necessária, terminais já crimpados e capa termorretrátil) e também temos fusíveis/porta-fusíveis para deixá-lo bem protegido. E se você não tiver certeza, pode nos escrever ou ligar e nós ajudaremos você com o dimensionamento.
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Que sintomas indicam que você está faltando seção (ou sobrando distância)

Se você se identifica com alguma dessas situações, já tem uma pista clara:

  • A geladeira liga e desliga, ou faz barulho quando o compressor entra em funcionamento.
  • A bomba soa diferente, fraca ou “preguiçosa” (e muda se ligar outra coisa).
  • As luzes apagam-se quando se liga o motor ou quando se liga um dispositivo elétrico.
  • O inversor emite um sinal sonoro, protege-se ou desliga-se ao ligar cargas normais.
  • Terminais aquecidos ou porta-fusíveis quentes (isso é um mau sinal).
  • Você tem a sensação de que “funciona, mas não está perfeito”.

Muitas vezes, a falha não é do aparelho: é que você não está fornecendo a voltagem necessária quando há carga real.

Casos reais com soluções práticas:

Geladeira de 12 V em trailer: “funciona, mas às vezes para”

Situação típica: bateria atrás, geladeira no armário da cozinha.

  • Distância física: 4 m
  • Distância elétrica real: 8 m (ida e volta)
  • Consumo: 4–6A (com picos ao arrancar)

Erro típico: instalar 2,5 mm² “porque é um frigorífico e consome pouco”.
Resultado real: quando o compressor arranca, a tensão cai. O frigorífico pode apresentar comportamentos estranhos: ligar e desligar, apresentar erros ou simplesmente ter um desempenho inferior (e, no final, consumir mais tempo ligado).

Solução que funciona no mundo real:

  • Cabo de 6 mm² (e se houver mais extensão, 10 mm²)
  • Fusível perto da bateria
  • Conexões bem feitas (terminais bons e prensagem correta)

O que colocaríamos aqui (para que fique bem):

  • Cabo personalizado em 6–10 mm², com terminais já crimpados
  • Porta-fusíveis + fusível perto da bateria

Termorretrátil para rematar e proteger

Bomba de água: “suena floja y parece que no tenga fuerza”

Situação típica: bomba 10A, a 3 m da bateria.

  • Distância elétrica real: 6 m

Erro típico: 1,5 mm² porque «é apenas uma bomba» e não está sempre ligada.
Resultado real: perde pressão, altera o som e, com o tempo, pode funcionar com mais esforço.

Solução prática:

  • Cabo de 4 mm² (se estiver longe ou for uma bomba potente, 6 mm²)
  • Verifique o retorno/massa: se for para o chassi, certifique-se de que esteja limpo, sem tinta ou ferrugem.

O que colocaríamos aqui:

  • Cabo personalizado 4–6 mm²

Terminais e capa térmica para mantê-lo fechado e protegido.

Barra LED dianteira: “perde intensidade” ou pisca

Situação típica: barra de 120 W aprox. (10 A), bateria → frontal.

  • Distância física: 3,5 m
  • Distância elétrica real: 7 m

Erro típico: kit com cabo fino + ligações rápidas + conectores sem vedação.
Resultado real: menos luz real e, além disso, pontos que aquecem. E num carro/4×4, com vibração e água, esse tipo de instalação dura o tempo que dura.

Solução que deixa isso fino:

  • Cabo de 6 mm² para alimentação
  • Relé e fusível bem colocados (e protegidos)
  • Conectores estanques + crimpagem adequada

O que colocaríamos aqui:

  • Cabo personalizado de 6 mm²
  • Porta-fusíveis + fusível e relé, se necessário

Conector estanco para a parte frontal.

Inversor 1000W: “apita ou desliga com micro-ondas / cafeteira”

Aqui vem o clássico susto. A 12 V, um inversor de 1000 W pode exigir facilmente 80–100 A (e mais em picos). Isso não é para um cabo “que parece grosso”, é para um cabo sério e o mais curto possível.

Erro típico: 10 mm² “porque estava por aí” / “parece grande”.
Resultado real: o inversor detecta baixa tensão e desliga. Além disso, você aquece o cabo e os terminais. Se o porta-fusíveis ou o terminal estiver regular, ele se torna um ponto quente.

Solução realista (de verdade):

  • Se estiver próximo (menos de 1 m): mínimo 35 mm², muitas vezes 50 mm²
  • Fusível ANL/MEGA adequado próximo à bateria
  • Terminais bons + crimpagem séria

O que colocaríamos aqui (sem sustos):

  • Cabo personalizado 35–50 mm² (o mais curto possível)
  • Fusível ANL/MEGA e porta-fusíveis robusto

Terminais + termo bem acabado.

O inimigo invisível: não é o cabo… são os contatos


Isso é muito comum: você instala um cabo grosso e mesmo assim a tensão cai. Por quê? Porque o problema está em um ponto de junção.

Culpados habituais:

  • terminal mal prensado (ou prensado com ferramenta inadequada)
  • parafuso solto na barra coletora/porta-fusíveis
  • porta-fusíveis barato que faz mau contato interno
  • massa ao chassis com tinta, ferrugem ou parafuso “daquela maneira”
  • conectores rápidos, terminais domésticos, réguas… (não é o lugar certo)

Frase curta: um mau contato pode causar mais quedas do que vários metros de cabo.

Portanto, se você não quer arriscar, tem duas opções:

Ou faça você mesmo com terminais de boa qualidade e ferramentas adequadas.
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Como detectar onde a tensão está sendo “consumida” (método rápido)

Como podemos verificar onde está o ponto em que temos o problema de perda de tensão ou falha numa instalação que apresenta algum dos problemas que mencionámos:

Você precisa de um multímetro e fazer isso com a carga funcionando (chave total):

  1. Liga o consumo (bomba, barra, frigorífico a arrancar, etc.)
  2. Mede a tensão da bateria
  3. Measures voltage in the device while it is operating
  4. Se houver uma grande diferença, divida em etapas:
    • antes/depois do fusível
    • entrada/saída do relé
    • na saída do conector
    • no ponto de massa/retorno

Quando você encontra um trecho onde há uma queda repentina, aí está o problema: cabo fino, conexão ruim ou ponto de massa frouxo.

Lista de verificação rápida “instalação de 12 V sem surpresas”

  • Distância calculada como ida + volta
  • Seção generosa (em 12 V é perceptível)
  • Fusível perto da bateria (e, se aplicável, também do outro lado)
  • Crimpagem correta e terminais de qualidade
  • Conectores estanques em caso de água/vibração
  • Retorno/massa limpa (sem tinta/óxido)
  • Tudo bem fixado e protegido (corrugado, malha, passagem de parede)

Conclusão: em 12 V, o cabo “justo” sai caro.

Se você quer uma instalação que não dê trabalho:

  • pense na ida e na volta,
  • evite seções “a olho”,
  • e não subestime os contatos.

Quando tudo está bem dimensionado, isso nota-se em tudo: arranques mais estáveis, equipamentos que não se protegem, luzes com potência real e zero pontos quentes. E o melhor: esquece-se do “funciona, mas…”.

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